Janeiro/2012 Ano 41 Atitude
A crise que assola alguns países da Europa e abalou os alicerces da economia dos EUA está evidenciando que a sua duração será a longo prazo e custará alguns sacrifícios maiores para as populações locais.
Recentemente, foi alardeado que o Brasil, agora, em 2011, colocou-se como a 6ª economia mundial, mas, convém, antes de tudo, reprimir qualquer ufanismo exagerado se, nos seus fundamentos, essa conquista está apoiada na descida de economias européias que estavam acima da nacional.
Ganhar com a perda de relevância de outros partícipes é algo a ponderar, mormente se o Brasil, segundo indicadores econômicos mais recentes, é o último dos 4 BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China).
O processo de desindustrialização é notório, o crescimento do PIB está estimado em apenas 2,8% (a previsão inicial era acima de 5%), a inflação está acima de 6% e o saldo da poupança, R$14,2 bilhões, é o menor do último quinquênio.
As nossas altas taxas de juros atraem por demais o capital especulativo e, por isso, temos um fluxo cambial perverso que valoriza o real e se reflete sobre as exportações nacionais, especialmente nas "commodities", nosso melhor elo.
Atitude, portanto, é o que se espera das Autoridades. A próxima década deverá ser decisiva para o Brasil, onde o Estado está cada vez mais pesado e oneroso, além de ineficiente, e, pior, a corrupção parece não ter fim.
Veja todas as notícias.
|