Agosto/2010 Ano 40 Destempero
O tripé nocivo que é composto por elevadas taxas de juros, altos impostos e gastos públicos de pessoal crescente deve requerer a maior atenção dos cidadãos que elegerão novos mandatários em outubro deste ano. É destemperado.
Em recente editorial de conceituado jornalista- empresário mineiro bem sucedido, foi dito que " O Governo arrecada 36% do PIB e investe 1%; a iniciativa privada gera 60% do mesmo PIB e investe 15%. Quem puxa o Brasil não é o Governo".
De outra parte, excelente estudo de revista econômica, dias atrás, apontou que entre as taxas reais de juros existentes nas 40 maiores economias do mundo, o nosso País está em 1º lugar, com 5,6%, bem acima de outras duas co-irmãs do grupo BRIC (China, 2,3%; Rússia, 1,8%), perante uma taxa média geral de 0,6% desse universo de 40 nações.
As crescentes despesas com pessoal dos Governos (federal, estadual e municipal) revelam que há pletora desenfreada e perceptível de empreguismo solapando o regime de controle instituído, em 2001, pela Lei de Responsabilidade Fiscal, acarretando, consequentemente, um constante e inexorável aumento da carga tributária, hoje de 36% do PIB, e ânsia de arrecadação que enfraquece as empresas e os cidadãos, hoje trabalhando 4 meses do ano só para pagar impostos.
Urge refletir sobre essa destemperança na condução da Coisa Pública, mormente porque a eliminação da inflação galopante alcançada com o Plano Real não quer dizer que, nós brasileiros, aceitemos pagar os juros mais altos do mundo e impostos durante 1/3 do ano e concordemos com o aparelhamento da máquina pública em nível intolerável. Isso tem que ser mudado.
Veja todas as notícias.
|